Em entrevista ao portal Biomassa BR, Bazico Tecnologia destaca a evolução do mercado e o potencial do biogás no Brasil

Em entrevista ao portal Biomassa BR, Bazico Tecnologia destaca a evolução do mercado e o potencial do biogás no Brasil

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Lytton Medrado, diretor executivo da empresa, aborda os quase 20 anos de atuação da empresa, o amadurecimento das plantas de cogeração e como a transformação de passivos ambientais em ativos energéticos impulsiona a descarbonização

Biomassa BR: Lytton, a Bazico Tecnologia atua desde 2007 no mercado brasileiro, trazendo soluções avançadas para efluentes e bioenergia. Como tem sido a evolução da empresa ao longo desses quase 20 anos e como você avalia o atual amadurecimento do mercado nacional para a adoção de plantas de cogeração de biomassa e biogás?

Nós, da Bazico Tecnologia, somos gestores de tecnologias, ou seja, identificamos uma demanda e, a partir dessa demanda, vamos buscar a solução através de tecnologias consolidadas. Então, basicamente, esse é o nosso principal objetivo. E foi em 2007 quando nós identificamos uma demanda importante, que é a questão da vinhaça, o resíduo de produção do etanol. E nós identificamos isso e ficamos surpresos quando soubemos que, para cada litro de etanol, nós temos de 10 a 15 litros de vinhaça, hoje falando numa média de 12 litros. Considerando que esse resíduo é um resíduo que tem impacto ambiental, iniciamos uma pesquisa para identificar quais seriam as soluções possíveis. Foi aí que chegamos na Índia, o segundo maior produtor de açúcar etanol, da cana-de-açúcar. Nós fomos para lá e, naquela época identificamos que na Índia já existia uma legislação em que era obrigatório o tratamento da vinhaça antes da utilização para a fertirrigação, que seria através da biodigestão anaeróbica para a produção do biogás. Então, o país já estava bem avançado nesse processo e, a partir daí, iniciamos o trabalho pioneiro para introduzir essa tecnologia no Brasil. Foram anos de bastante trabalho, bastante dedicação e, toda vez que você tem uma tecnologia nova, você tem uma série de desafios, você tem que mostrar ao mercado essa solução, você sabe que a questão da sustentabilidade, ela está sempre em foco, mas o investidor ou a usina, ele precisa também ter resultado, a conta tem que fechar.

Então, as nossas tecnologias, elas são plenamente consolidadas. Se você me perguntar, os desafios foram muitos e, desde a questão de proteção de tecnologia, uma série de fatores que envolvem um processo desse, mas nós estamos satisfeitos porque nesse período construímos uma história, construímos um histórico com experiência e desenvolvimento da tecnologia e estamos levando essas soluções para o mercado. Sempre buscando inovação e sempre pensando em como que podemos, então, atender essas demandas, sempre com tecnologias consolidadas, porque nós não podemos permitir que o investidor ou a usina corra riscos. É complicado você fazer um investimento e não ter o retorno esperado. E essas experiências negativas, elas realmente não são interessantes, nem para o mercado, nem para nós como detentores da tecnologia. Então basicamente esse é o nosso histórico, a nossa visão. Entendemos que naquele momento foi um momento bem inicial, um momento de conscientização, de mostrar ao mercado que nós tínhamos um problema, mas que nós tínhamos uma solução, ou seja, que a vinhaça, apesar de um passivo ambiental poderíamos transformar isso em produtos, como o biogás, o biometano, o biofertilizante e, com isso, agregar valor e permitir o retorno do investimento. Então, a gente percebe que o mercado hoje já tem uma visão sobre a importância de você transformar esses passivos ambientais em benefícios e percebemos também que houve uma movimentação muito grande na questão da regulamentação, na questão da descarbonização, os benefícios com as emissões de crédito, descarbonização e, assim, eu acredito que em questão de regulação, de estruturação do mercado, acredito que nós avançamos muito e temos muito a avançar.

E uma outra coisa também que eu acho importante é o fato de que, com a vinhaça, você pode produzir o biogás, o biometano e substituir o diesel no momento que a gente tem todos esses problemas geopolíticos que estão impactando na questão do preço do petróleo e, obviamente, no valor do diesel. E, com o biometano, você pode então fazer essa substituição de frota.

Biomassa BR: Olhando para o cenário atual de 2026, onde a busca por descarbonização e segurança energética está no topo da agenda global, quais são os principais projetos e metas de expansão da Bazico Tecnologia para continuar liderando o mercado de soluções ambientais?

Olhando para todas as questões geopolíticas que estamos enfrentando hoje no mundo, cada dia que passa, a necessidade de autossuficiência e sustentabilidade energética, acabafundamental. Então, o aproveitamento dos resíduos para que esses resíduos sejam tratados e convertidos em energia limpa e renovável, é importante que nós possamos aproveitar todas as oportunidades. A visão da BAZICO é de não ficar fixo em um nicho de mercado, mas procurar verificar quais são as oportunidades e como que nós podemos somar e agregar valor nesses projetos. Baseado na nossa experiência e com as tecnologias nossas plenamente consolidadas, esse é o nosso foco hoje. Procurar entender, identificar, entender as demandas e adequar a melhor solução para a melhor viabilidade desses projetos e oferecer segurança ao mercado. Inclusive, com essa nossa tecnologia e o exemplo delas do AVTR, que a gente consegue, então, oferecer um resultado e, ao final, o cliente ter uma ferramenta para que a gente possa ser cobrado. O nosso objetivo vai ser sempre trabalhar com bastante transparência, oferecer soluções adequadas que atendam efetivamente às demandas e que não haja frustração lá no final na obtenção do resultado, porque isso é fundamental. Nosso objetivo principal é manter o nosso padrão de trabalho, melhorar o máximo possível a nossa identificação de oportunidades e estar sempre próximo desses geradores de resíduo e oferecer para eles alternativas que sejam viáveis economicamente. Esse é a nossa visão.

A entrevista completa você acessa na Revista Online RBS Magazine (link disponível em breve)

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