Pesquisa da UFPI analisa expansão da energia solar e desafios da sustentabilidade urbana em Teresina

Pesquisa da UFPI analisa expansão da energia solar e desafios da sustentabilidade urbana em Teresina

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Estudo aponta crescimento da geração fotovoltaica na capital piauiense, mas destaca desigualdades no acesso à tecnologia

Uma pesquisa desenvolvida na Universidade Federal do Piauí (UFPI) analisou a expansão da energia solar fotovoltaica no espaço urbano de Teresina e seus impactos sociais, territoriais e ambientais. O estudo integra a dissertação do pesquisador Ítalo José Pereira Sobral e aborda a sustentabilidade energética no contexto de cidades médias brasileiras.

Intitulada “Sustentabilidade Energética Urbana: A Geração de Energia Solar Fotovoltaica no Espaço Urbano em Teresina, PI, Brasil”, a pesquisa investiga o avanço da geração distribuída entre 2012 e 2025, período em que foi identificado um crescimento significativo no número de unidades fotovoltaicas instaladas na capital.

Crescimento e transformação urbana

De acordo com o estudo, a energia solar passou a integrar de forma mais evidente a dinâmica urbana de Teresina, influenciando a paisagem e contribuindo para o desenvolvimento de um segmento econômico voltado às fontes renováveis.

A orientadora da pesquisa, Bartira Viana, destaca que o trabalho amplia a compreensão sobre o papel das energias renováveis nas cidades. Segundo ela, a análise vai além dos aspectos técnicos e considera também os efeitos sociais e territoriais da expansão da tecnologia.

Mapeamento e desigualdades

A pesquisa contou ainda com a colaboração da professora Roneide dos Santos Sousa, responsável pelo apoio na elaboração de mapas que demonstram a distribuição espacial das unidades de geração solar.

Com base em dados da Agência Nacional de Energia Elétrica, o estudo identificou que a expansão da energia fotovoltaica ocorre de forma desigual na cidade, concentrando-se principalmente em áreas com maior poder aquisitivo.

Essa distribuição, segundo a pesquisa, evidencia a necessidade de políticas públicas que ampliem o acesso à tecnologia e promovam maior equidade na transição energética.

Metodologia e abordagem

O trabalho foi desenvolvido a partir de revisão bibliográfica, análise de dados, elaboração de tabelas e mapas, além de atividades de campo em diferentes regiões da cidade. Como base teórica, o pesquisador utilizou categorias de análise espacial propostas pelo geógrafo Milton Santos, considerando aspectos como forma, função, estrutura e processo.

A dissertação também contextualiza a evolução do uso da energia ao longo do tempo e discute a necessidade de ampliar a participação de fontes renováveis diante dos impactos ambientais associados às matrizes tradicionais.

Segundo o autor, o interesse pelo tema surgiu ainda durante a graduação, a partir de experiências em projetos de iniciação científica e da crescente demanda por soluções relacionadas à descarbonização da economia.

Implicações para políticas públicas

Os resultados indicam que, embora a expansão da energia solar represente um avanço do ponto de vista técnico e ambiental, sua difusão ainda enfrenta desafios relacionados à inclusão social.

A pesquisa aponta que o fortalecimento da sustentabilidade energética urbana depende da formulação de políticas públicas que incentivem o acesso mais amplo à geração distribuída, especialmente em áreas de menor renda.

O estudo contribui para o debate sobre planejamento urbano e transição energética no Brasil, trazendo evidências sobre como a adoção de tecnologias renováveis pode impactar a organização das cidades e a distribuição de recursos energéticos.


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