Complexo Solar Draco amplia geração de energia limpa em Minas Gerais com investimento de R$ 2,4 bilhões

Complexo Solar Draco amplia geração de energia limpa em Minas Gerais com investimento de R$ 2,4 bilhões

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De acordo com o Ministério de Minas e Energia (MME), nove novas usinas já estão em operação no município de Arinos, reforçando o protagonismo do Brasil na transição energética.

O setor elétrico brasileiro deu mais um passo rumo a uma matriz energética limpa e renovável com a entrada em operação comercial, em janeiro de 2026, de nove usinas do Complexo Solar Draco, localizado em Arinos (MG).

De acordo com o Ministério de Minas e Energia (MME), o empreendimento que integra o Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), recebeu investimento superior a R$ 2,4 bilhões e tem capacidade para abastecer mais de 500 mil residências.

“Celebramos mais um passo decisivo na transição energética do Brasil. A entrada em operação das usinas do Complexo Solar Draco reafirma o compromisso do Governo do Brasil com uma matriz cada vez mais limpa, renovável e segura, ampliando a oferta de energia e fortalecendo a segurança do nosso sistema elétrico. Estamos consolidando o protagonismo brasileiro na geração solar e construindo, com planejamento e visão de futuro, um setor elétrico mais moderno, competitivo e sustentável, que gera desenvolvimento, emprego e oportunidades para a população”, destacou o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira.

Maior capacidade e conexão ao sistema nacional

O Complexo Solar Draco é formado por 11 usinas fotovoltaicas, totalizando 505 megawatts (MW) de capacidade instalada. As usinas Draco Solar 1 a 10 possuem 48 MW cada, enquanto a Draco Solar 11 soma 24 MW.

O complexo se conecta ao Sistema Interligado Nacional (SIN) por meio de uma subestação coletora e uma linha de transmissão de 500 kV com cerca de 16 km de extensão até a Subestação Arinos 2.

As obras contam com enquadramento no Regime Especial de Incentivos para o Desenvolvimento da Infraestrutura (REIDI), que concede benefícios fiscais a empreendimentos estratégicos para o país.

Segundo o MME, as usinas Draco Solar 2 e 3 devem iniciar operação comercial até abril de 2026, consolidando a expansão da geração solar no estado e no país.


Emprego e desenvolvimento regional

Durante a fase de implantação, o projeto gerou mais de 23 mil postos de trabalho diretos e indiretos, impulsionando o desenvolvimento social e econômico de Arinos e municípios vizinhos.

O empreendimento está alinhado ao Eixo Transição Energética do Novo PAC, que inclui 584 usinas de geração de energia, das quais 388 já estão concluídas. A iniciativa reforça o papel do setor elétrico como vetor de desenvolvimento regional e de redução das desigualdades.

Energia solar como pilar da transição energética brasileira

O Brasil é um dos dez maiores produtores de energia solar do mundo, e o avanço de projetos como o Complexo Draco reforça essa liderança.

Segundo dados do MME, a energia solar já representa uma das fontes mais competitivas da matriz elétrica nacional, contribuindo para a diversificação da geração e para a segurança energética.

Com a expansão do Complexo Draco, o país reafirma seu compromisso com a descarbonização e com o desenvolvimento sustentável, em linha com as metas climáticas globais e a política de transição energética justa e inclusiva.


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