O setor elétrico brasileiro vive um momento de transformação. A busca por soluções sustentáveis e tecnológicas tem colocado o armazenamento de energia e a geração distribuída (GD) no centro da transição energética. Ao mesmo tempo, o mercado enfrenta desafios regulatórios que exigem mais segurança jurídica e planejamento de longo prazo.Armazenamento com geração distribuída: solução para um sistema mais eficienteA Associação Brasileira de Geração Distribuída (ABGD) apresentou recentemente uma proposta ao Ministério de Minas e Energia (MME) sugerindo a integração entre sistemas de armazenamento de energia em baterias (BESS) e usinas de geração distribuída.Segundo a entidade, essa combinação pode aliviar picos de demanda, reduzir a sobrecarga das redes de distribuição e garantir maior estabilidade no fornecimento de energia — tudo isso com implantação ágil e bom custo-benefício. A proposta também prevê a criação de operadores independentes de sistemas de distribuição, ampliando a flexibilidade e a eficiência da gestão energética no país.Segurança jurídica ainda é desafio para o crescimento da GDApesar do avanço tecnológico e da ampliação dos investimentos, o setor de geração distribuída ainda enfrenta incertezas regulatórias. Um dos principais pontos de debate é a caracterização de supostos casos de desmembramento de usinas, que, segundo representantes do setor, tem sido interpretada de forma desigual pelas distribuidoras de energia.A falta de critérios objetivos por parte da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) gera insegurança para empreendedores e consumidores, impactando a previsibilidade dos projetos. Especialistas defendem que a análise desses casos leve em conta a motivação do empreendedor e siga o princípio da boa-fé, previsto na Lei de Liberdade Econômica (Lei nº 13.874/2019).Estabelecer regras claras é fundamental para garantir um ambiente de negócios estável e atrativo a novos investimentos, promovendo a expansão sustentável da geração distribuída no país.Planejamento energético: PDE 2035 projeta salto das renováveis e do armazenamentoO novo Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE) 2035, elaborado pelo MME em parceria com a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), reforça a importância da micro e minigeração distribuída (MMGD) na matriz elétrica brasileira.De acordo com o documento, a capacidade instalada da MMGD deve quase dobrar até 2035, saltando de 40 para 78 gigawatts (GW). O plano também prevê a inserção de até 7 GW em sistemas de baterias, consolidando o armazenamento como elemento essencial da expansão do setor.Com isso, o Brasil deve manter uma das matrizes energéticas mais limpas do mundo, com mais de 50% de participação de fontes renováveis, e demandar R$ 3,5 trilhões em investimentos até o fim da próxima década.Fórum GD Sul/Sudeste 2026: o palco para os grandes debates do setorAs perspectivas de crescimento, os desafios regulatórios e o papel do armazenamento na geração distribuída estarão entre os temas em destaque no Fórum Regional de Geração Distribuída – Sul/Sudeste 2026.O evento, promovido pelo Grupo FRG Mídias & Eventos, será realizado entre 29 e 31 de julho, em Curitiba (PR), reunindo empresas, especialistas e autoridades do setor elétrico para debater tendências, políticas públicas e oportunidades do mercado solar e de fontes renováveis.Mais do que um evento, o Fórum GD é um espaço de conhecimento e conexões estratégicas, voltado a quem deseja acompanhar as transformações do setor e antecipar as próximas oportunidades de crescimento. Garanta seu ingresso e participe do principal encontro da geração distribuída no país.