Armazenamento, regulação e expansão da GD: o futuro do setor elétrico brasileiro em debate

Armazenamento, regulação e expansão da GD: o futuro do setor elétrico brasileiro em debate

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Integração entre baterias, segurança jurídica e planejamento energético marca nova fase da geração distribuída no país e será destaque no Fórum GD Sul/Sudeste 2026.

O setor elétrico brasileiro vive um momento de transformação. A busca por soluções sustentáveis e tecnológicas tem colocado o armazenamento de energia e a geração distribuída (GD) no centro da transição energética. Ao mesmo tempo, o mercado enfrenta desafios regulatórios que exigem mais segurança jurídica e planejamento de longo prazo.

Armazenamento com geração distribuída: solução para um sistema mais eficiente

A Associação Brasileira de Geração Distribuída (ABGD) apresentou recentemente uma proposta ao Ministério de Minas e Energia (MME) sugerindo a integração entre sistemas de armazenamento de energia em baterias (BESS) e usinas de geração distribuída.

Segundo a entidade, essa combinação pode aliviar picos de demanda, reduzir a sobrecarga das redes de distribuição e garantir maior estabilidade no fornecimento de energia — tudo isso com implantação ágil e bom custo-benefício. A proposta também prevê a criação de operadores independentes de sistemas de distribuição, ampliando a flexibilidade e a eficiência da gestão energética no país.

Segurança jurídica ainda é desafio para o crescimento da GD

Apesar do avanço tecnológico e da ampliação dos investimentos, o setor de geração distribuída ainda enfrenta incertezas regulatórias. Um dos principais pontos de debate é a caracterização de supostos casos de desmembramento de usinas, que, segundo representantes do setor, tem sido interpretada de forma desigual pelas distribuidoras de energia.

A falta de critérios objetivos por parte da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) gera insegurança para empreendedores e consumidores, impactando a previsibilidade dos projetos. Especialistas defendem que a análise desses casos leve em conta a motivação do empreendedor e siga o princípio da boa-fé, previsto na Lei de Liberdade Econômica (Lei nº 13.874/2019).

Estabelecer regras claras é fundamental para garantir um ambiente de negócios estável e atrativo a novos investimentos, promovendo a expansão sustentável da geração distribuída no país.

Planejamento energético: PDE 2035 projeta salto das renováveis e do armazenamento

O novo Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE) 2035, elaborado pelo MME em parceria com a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), reforça a importância da micro e minigeração distribuída (MMGD) na matriz elétrica brasileira.

De acordo com o documento, a capacidade instalada da MMGD deve quase dobrar até 2035, saltando de 40 para 78 gigawatts (GW). O plano também prevê a inserção de até 7 GW em sistemas de baterias, consolidando o armazenamento como elemento essencial da expansão do setor.

Com isso, o Brasil deve manter uma das matrizes energéticas mais limpas do mundo, com mais de 50% de participação de fontes renováveis, e demandar R$ 3,5 trilhões em investimentos até o fim da próxima década.

Fórum GD Sul/Sudeste 2026: o palco para os grandes debates do setor

As perspectivas de crescimento, os desafios regulatórios e o papel do armazenamento na geração distribuída estarão entre os temas em destaque no Fórum Regional de Geração Distribuída – Sul/Sudeste 2026.

O evento, promovido pelo Grupo FRG Mídias & Eventos, será realizado entre 29 e 31 de julho, em Curitiba (PR), reunindo empresas, especialistas e autoridades do setor elétrico para debater tendências, políticas públicas e oportunidades do mercado solar e de fontes renováveis.

Mais do que um evento, o Fórum GD é um espaço de conhecimento e conexões estratégicas, voltado a quem deseja acompanhar as transformações do setor e antecipar as próximas oportunidades de crescimento.


Garanta seu ingresso e participe do principal encontro da geração distribuída no país.

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