Mercado de carbono amplia discussões sobre preservação ambiental nos municípios

Mercado de carbono amplia discussões sobre preservação ambiental nos municípios

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Especialistas discutem impactos das mudanças climáticas e oportunidades ligadas à regulamentação do mercado de carbono no Brasil.

As mudanças climáticas e a regulamentação do mercado de carbono estiveram entre os temas debatidos durante a XXVII Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios.

Especialistas discutiram os impactos ambientais, o planejamento territorial e os possíveis efeitos econômicos de projetos ligados à redução das emissões de carbono.

Dados do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) apontam aumento da temperatura média global e intensificação de eventos extremos, como enchentes e secas prolongadas.

O ex-prefeito de Campos do Jordão, Frederico Guidoni, afirmou que o cenário exige planejamento e ações integradas.

“O mapa da resiliência climática está mudando rápido, e precisamos de respostas e de um traçado estratégico bem fundamentado, com ações de curto, médio e longo prazo, políticas públicas, engajamento da sociedade e educação ambiental para que todos sejamos atores da preservação ambiental e do desenvolvimento social e econômico”, defendeu.

Durante o debate, o advogado Ludovino Lopes destacou a evolução das legislações ambientais ligadas ao crédito de carbono.

“Os países começaram a criar legislações práticas para atingir objetivos estratégicos definidos nas convenções internacionais sobre meio ambiente. Assim, os conceitos se transformaram em prática”, afirmou.

O representante do Banco do Brasil, Leonardo Nitta, explicou que critérios ambientais passaram a integrar análises financeiras e concessões de crédito.

“A gestão ambiental e social faz parte do dia a dia dos bancos. Os financiamentos são analisados pela ótica da sustentabilidade porque as catástrofes também afetam a atuação das instituições financeiras. O meio ambiente não é apenas alvo de análise para financiamento, mas também orienta planos de melhoria para proteger comunidades e florestas”, afirmou.

Já o advogado Matheus Soares Matos afirmou que a regulamentação do mercado de carbono pode ampliar oportunidades para projetos ambientais nos municípios.

“Produzindo crédito, eu passo a ser parte da solução para o desenvolvimento”, afirmou.



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