O Piauí se consolida como uma das maiores potências em energia renovável do país. Atualmente, 99,75% da energia produzida no estado é proveniente de fontes limpas, o maior índice do Brasil. São 208 empreendimentos de geração solar e eólica em operação, instalados em 21 municípios, que juntos somam quase 9 gigawatts (GW) de potência, energia suficiente para abastecer 4 milhões de residências brasileiras.Os dados são da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), ABSOLAR e ABEEólica, e colocam o Piauí como 3º maior produtor nacional de energia solar centralizada e eólica, atrás apenas da Bahia e do Rio Grande do Norte, segundo o governo do estado.Energia em excesso e oportunidades verdesApesar da alta capacidade de produção, o estado consome apenas 1 GW de energia. O restante deve impulsionar um novo ciclo de industrialização sustentável, com foco em data centers, hidrogênio verde e aço verde, segundo o governador Rafael Fonteles. “Desses 9 GW de potência, consumimos apenas 1 GW. A ideia é industrializar, de forma verde, esse excedente de energia com data centers, hidrogênio verde e aço verde”, afirmou.Entre os principais empreendimentos estão o Complexo Eólico Lagoa dos Ventos, da Enel Green Power, o maior da América Latina, com mais de 1 GW de potência instalada, o Complexo Solar São Gonçalo, um dos maiores do continente, e o Parque Solar Nova Olinda, em Ribeira do Piauí. A Usina Fotovoltaica Sobral, em São João do Piauí, foi uma das pioneiras da região.Investimentos e impacto regionalDe acordo com Kárita Allen, diretora de Gestão Estratégica da Investe Piauí, a expansão do setor reflete uma política energética focada em sustentabilidade e competitividade. “A expansão dos parques solares e eólicos tem gerado empregos, ampliado a arrecadação e fortalecido a infraestrutura energética, além de posicionar o estado como destino competitivo para novos investimentos industriais que demandam energia limpa”, destacou.Com novos empreendimentos em fase de implantação em Simões, Curral Novo, Cristino Castro, Sebastião Leal e Bertolínia, o estado deve ampliar ainda mais sua capacidade nos próximos anos. As condições naturais, ventos constantes e alta incidência solar, continuam sendo o motor de um modelo energético que alia baixo impacto ambiental, economia circular e desenvolvimento social.Referência nacional em transição energéticaAo transformar seu potencial natural em ativo econômico, o Piauí assume papel de liderança na transição energética brasileira, mostrando que é possível gerar riqueza com responsabilidade ambiental. Com números expressivos e uma estratégia de longo prazo, o estado se posiciona como um símbolo da nova economia verde, onde sol e vento se tornam motores de progresso e sustentabilidade.