Brasil está prestes a alcançar 1,5 milhão de consumidores que geram a própria energia

Brasil está prestes a alcançar 1,5 milhão de consumidores que geram a própria energia

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Marca de 12 gigawatts de energia através da GD foi alcançada nesta segunda, 25 de julho.

A produção de energia limpa através da geração distribuída vem ganhando cada vez mais força no Brasil. Nesta segunda-feira, 25 de julho, o país alcançou a marca de 12 GW de energia através da GD, segundo dados da Associação Brasileira de Geração Distribuída (ABGD).

Dados da instituição mostram que o país está prestes a alcançar 1,5 milhão de consumidores que geram a própria energia, quase o dobro do que havia um ano atrás. Guilherme Chrispim, presidente da ABGD, reforça que o ano de 2022 com certeza será o ano da GD no país e a expectativa é que o Brasil termine o ano com mais de 15 GW neste tipo de energia.

“2022 é o ano da geração própria de energia no Brasil, como já era previsto, pois presenciamos uma aceleração sem precedentes nesse segmento. Vale destacar que essa é a segunda vez na história que o Brasil acrescenta 1 GW de GD em menos de 60 dias – entre 11 GW e 12 GW foram necessários apenas 55 dias. Nesse ritmo, a nossa previsão é que o Brasil encerre 2022 com cerca de 15 GW em geração distribuída ``, destacou ele.

Potência Instalada já é maior que usina Belo Monte no Pará

A potência instalada hoje da GD no Brasil também vem ganhando cada vez mais espaço na matriz elétrica brasileira. Os dados atuais superam, por exemplo, a capacidade da usina de Belo Monte, no Pará, com 11,2 GW segundo a ABGD. Já se comparada a sua posição no ranking das fontes mais produtivas, a fonte solar aparece em terceiro lugar, ultrapassando a produção vinda das térmicas a biomassa, por exemplo.

É através do sol que a maior parte da geração de energia pelo próprio consumidor é produzida. A fonte solar é a mais utilizada pelos sistemas de GD e o seu potencial unido a usinas solares centralizadas já soma 16,4 GW.

Para Chrispim, no entanto, esse crescimento expressivo do último ano tem uma explicação. A principal delas vem da tarifa TUSD, a qual deve ser cobrada dos sistemas GD protocolados após a entrada em vigor do Marco Legal da GD no início de 2023.

“Há uma justificada corrida pelo sol, especialmente em energia solar. Essa tendência deve continuar até o final do ano, em decorrência das mudanças na cobrança da Tarifa de Uso do Sistema de Distribuição (TUSD) para os pedidos de acesso protocolados a partir do ano que vem ``, afirmou ele.

Já sobre as classes de consumo, a ABGD foi categórica em dizer que as mesmas estão divididas em 4 no Brasil. As residências, por sua vez, ainda lideram no número de instalações e correspondem a 46,1% das instalações. Contudo, as instalações comerciais também estão ganhando volume e hoje já correspondem a 31,4% delas. Em seguida vem a área rural e industrial, com 13,9% e 7,4% respectivamente.

Fonte: Portal Brasil Solar

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